O Trem de Tacho nasceu antes de existir como marca.

Nasceu na rotina de uma família que nem sempre conseguia se reunir. Cada núcleo em uma cidade, às vezes em outro estado. E, talvez por isso, cada chegada virava acontecimento.

Quando alguém vinha, a casa mudava de ritmo. Virava cozinha. Quitanda tomava o dia. Carne não era coisa de última hora — pedia tempo, ponto, panela no fogo.

Na minha família, comida nunca foi só comida. Era jeito de cuidar. Jeito de chamar pra mesa. Jeito de dizer: fica mais um pouco, come mais um pedaço.

Aprendi esse jeito com minha avó, Dona Zinha, e com minha mãe, Graça. Existe um retrato bonito dessa história: dois cadernos de receita. O da minha avó chegou até mim como herança. O da minha mãe segue guardando muita coisa dessa cozinha de casa.

Por um tempo, eu me afastei disso.

O Trem de Tacho nasce quando eu me lembro de onde vim.

As cestas vieram daí. Não da vontade de juntar itens bonitos, mas de arrumar comida com cuidado. De pensar no que combina, no que acolhe, no que faz sentido junto.

"Porque o que é feito no tempo certo tem outro gosto."

— como está escrito no caderno

Cesta é formato. Tacho é identidade.

Preparo, não improviso

Momentos íntimos merecem tempo. Cada composição é pensada antes de ser montada.

Curadoria, não montagem

Não juntamos itens bonitos. Combinamos o que faz sentido junto — sabor, textura, ocasião.

Produção pequena

Lotes limitados, feitos à mão, no tempo que cada preparo pede.

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Cada composição carrega um pouco dessa história. Chega pronta, com cuidado.

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